A passos longos e secos,
por entre ruelas e becos,
de uma pequena colônia,
praiana: nas redes da insônia.
Não me cansa este eterno caminhar,
Tudo gira, tudo gira: a girar;
Eis que aos tropeços me flagro a mirar,
uma névoa noturna à beira-mar.
E de repente me perco a pensar,
Agora é meu corpo que queda ao girar,
E cai inteiro, esticado, adormecido a marcar
Na areia...
Que então é coberta pela água do mar.
Fpolis, 15 de fev. de 2011.
2 comentários:
E esse girar é por causa de Baco
(ou Dionísio) ou é impressão minha?
haahahah
Belo escrito, poeta do exílio!
A idéia era boa! Digamos que eu mesmo, logo após concebê-la, a tenha estragado com essa inflação de oxigênio no final dos versos...
:S
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