terça-feira, 14 de outubro de 2008

A herança do eldorado

Vidas que não renascerão,
guerras dos livros de história,
coragem, dor, fé e glória,
por metais que nas coroas dormirão.

Conquistadores de sangue,
os cavalheiros de Cortez,
do arguto Pizarro,
ao amante de Inês.

No esplendor do alto plano,
dos reverenciadores do astro rei,
eis que surge dos quatro cantos,
os que por Cristo impõe sua lei.

O principe Athaualpa,
e seu séquito de valor,
a prisão em Cajamarca,
o princípio do ardor.

Melinche, audaciosa mulher,
com palavras fez-se encanto,
despertou o amor do homem branco,
e sacrificou a grandeza de seu povo.

Os caídos continuam calados,
presentes nas memórias dos vencidos,
ao historiador cabe ressurgí-lo,
recuperar a herança do eldorado.

3 comentários:

Poeta do Exílio disse...

Boa reflexão. Em primeiro, personagens proeminentes nas 'guerras dos livros de história', e posteriormente a, mais que pertinente, menção ao 'silêncio dos vencidos', finalizando com o axioma da modernidade historiográfica, direi assim: ou o dever do historiador.

Leo Nogueira disse...

Muito bom mesmo. Gostei. Um abraço cordial.

Janaína disse...

a herança do eldorado
fonte de inspiração!
lindooo