sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O amigo Tédio

O tédio, sim ele novamente. Aquele que já me rendeu alguns textos. Sem nada pra fazer, uma cerveja pra beber, a morte a me esquecer. Bajulado pelo o tempo e o vento, oculto no cotidiano, no amanhã que é a repetição do dia anterior. Assim, ele - tédio - modela alguns de meus dias. Mas baseado em quê estou a escrever essas palavras? Ah! Sim! No tédio outra vez. Tem se tornado um bom amigo, sabe? Nessas horas em que não se tem o que fazer. Assim vai indo a humanidade com muito tédio de si mesma e um pouco de vontade de alguma coisa. Mas que coisa? Alguma coisa pra fazer. Mas pra que? Ah..deixa-me me ver! Já sei ora essa! Pra quebrar o tédio!

- Só não me vá fazer guerra outra vez Áries! Já estou entediada de tanta guerra!
- Então vou inventar o natal....

Esses meninos...sempre procurando arte pra fazer.

Um comentário:

Luccas Neves Stangler. disse...

De algum modo o tédio quer ser enganado. Seja com o natal, carnaval, páscoa. Uma citação do prof. Sandro Sell: A tragédia humana começa com a descoberta de que o papai-noel é uma farsa, e, desde então, a vida reduz-se a um eterno descobrir que tudo foi mal contado, que tudo foi mal dito, que tudo foi feito para aguentar mais um ano...