segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Idéias esparsas, um monólogo coerente

Dentro de uma caixa, uma glória. Era Pandora, em meio à multidão, uma caixinha de surpresas. Na Ágora, Platão desafia Aristóteles, professor do grande Alexandre, e assim se pronuncia: Vamos por pratos limpos à mesa. Haja franqueza!, o coro se manifesta. Em festas, as fraquezas. Bem, as fraquezas... Voltemos ao ridículo, falemos do cubículo (ou da caixa) e não precisamos nos apresentar ou mostrar currículos. Falemos. Sem dar voltas, evitaremos andar em círculos. Chega de redundâncias! Diriam que isso é demasiado humano; supõe-se que haja, por sua vez, certa dose de ganância. O perfume, um romance qualquer, não nos oferece contexto ou alguma fragrância. E quem disse que seria tão fácil assim? Desviamos os fatos, gritamos aos montes, e continuamos repudiando toda qualquer espécie de rato!, assim como Dyonélio modernamente nos alertou. Esquecemos de Cairos, inimigo de Kronos, aquele que desconhece aquilo que se crê como condição sine qua non para a vida: a rotina, uma droga tão pesada quanto outras que terminam com a sílaba ína. Tudo o que se aprende é bônus. E o que se perde? Certamente - e aqui se emprega uma terminologia tipicamente kafkiana: alguém certamente havia denunciado Josef K! - se ganha, uma vez que as experiências estão cada vez individuais e singulares, o que confere a elas um caráter que transita entre a ambiguidade musical do ser e a realidade corroída pelo Tempo. 

3 comentários:

Quem disse que na vida da gente não tem poesia? disse...

Muito bom, Luccas! Adoro respirar esses ares de História que vocês trazem pra gente! Minha escrita é mais crua, mais mundana! A verdade é que amo viajar para dentro de mim mesma com vocês, meninos da História!

Luccas N. Stangler. disse...

Agradeço o comentário, é muito gentil de sua parte. Na minha escrita, há uma tentativa de exorcizar os meus fantasmas - históricos ou não -, sendo que não vejo problema algum na escrita "mais crua". Com as palavras, cada um pode trilhar caminhos diferentes, mas todos acabam por fazer o mesmo exercício: dedicar-se às variadas formas de se expressar na escrita, até mesmo o poeta mais exilado de todos que timidamente tem aparecido por esses lados. Abraço, Luccas.

Luccas N. Stangler. disse...
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