quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Seje" real ou não.

Uns dois ou três meses passados, diria que esse exercício da escrita, seria fruto de uma homoafetividade, pra não dizer outra coisa. Vivia pelos cantos a proferir contra este ato: "Ficar escrevendo em blogzinho não é coisa de um aluno do curso de história, deixo isso pro pessoal das letras." Ora pois! Estou aqui atrás desta maldita máquina digitando e a cada dia me torno mais escravo das letras, e olha que minha intimidade com a língua portuguesa não é das melhores, assim como um zagueiro pedalando com uma bola, tem o mesmo "sucesso". A escravidão as letras é livre de qualquer emoção, por isso, deixo ser dominado até o ponto que a razão tenha seu controle, e quando há espaço para algum tipo de emoção ou qualquer outro tipo de degradação do ser humano, escondo em locais mais "apropriados". Ainda existe dentro de mim alguém com um discurso que me agrada muito, até porque me afronta, esse alguém vive ao pé do meu ouvido: "Quem te viu, quem te vê moço. Isso não é coisa pra ti, um ignorante." Eu até escuto essa voz, até concordo em partes, porém, a discórdia e a provocação segue falando mais alto neste ser limitado. Assim como eu dou risada dos que se orgulham com suas baboseiras escritas, dou risada da voz que insiste em sua fala,  insiste em querer destruir  minhas tentativas de comunicação com os "dotados" de genialidade. Deixaria de me divertir às custas da intectualidade e seus poeminhas, por causa de uma voz? Prefiro caçoar de todos, sejam seres reais, ou simplesmente construções da minha querida e companheira loucura.

TOA

2 comentários:

Luccas Neves Stangler. disse...

Falou tá falado!

Hudson disse...

Vc é mais genial e intelectual que imagina.